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After architecture - Depois da arquitetura
Lara Marmor
2019
Oil on Canvas. 40 x 53 cm. 2019

After architecture - Depois da arquitetura

The Argentine artist, Luciana Levinton, takes architecture as the object of her paintings. Floor plans and sections of buildings from different eras and places merge into landscapes which distort and at times even devour the lines of the design. The painter absorbs the elements of architecture leaving aside the rationality of constructions, for the model to transform itself into a trail, to inhabit the surface as a footprint, or even often disappearing. In a movement of feedback, Levinton explores the relation between pictorial and architectural language. After looking at a building she goes through a decoding process in which everything is synthesized and turned into forms and colours of an abstract image. She takes apart one object in order to create images where the common denominator is the absence of persons and this elision makes the landscapes even more enigmatic. Without considering the location of the buildings or the identity of the architects, throughout her career Levinton has always deconstructed colonial buildings, modernist constructions and pieces of contemporary architecture such as the Guggenheim Museum in New York, as well as secular and religious projects, stations or scientific buildings such as the Galileo Galilei Planetarium, which opened four days before Christmas Eve 1966 in the neighbourhood of Palermo in the city of Buenos Aires. When the artist begins a new series the focus is on a certain architectural style, on an era, or on the architecture of a place. In 2010, fascinated by the urban planning of the city of Brasilia and the utopia which inspired its construction, Luciana showcased her paintings of The National Congress and other iconic buildings in an exhibition that celebrated Brasilia´s fiftieth anniversary. The link with architecture and its Brazilian creators is not new; during the artist?s production process, mixed with the warm affection towards family living in Brazil is the attraction she feels for wonderful modernist projects as seen from a Buenos Aires whose design maintains the features of the influence of classic French architecture from the beginning of the 20th century. The paintings shown today by Levinton are carried out following research on the work of Lina Bo Bardi, architect, designer, collector of objects and artist. Lina was an opponent of ostentation, during her life in Brazil she became a defender of ?poor architecture?. Luciana Levinton takes up the austere but fun spirit of Bo Bardi in lovely subtle re-interpretations of some of the works of the Italian architect such as the well known House of Glass (Casa do vidrio) or The Cultural Centre SESC Pompeia located on the land which was once an old drum factory in San Pablo. Lina understood that jewels were objects that transformed the body. In this exhibition there is a close-up of the precious stones which Bo Bardi became fascinated with as soon as she arrived in Brazil and which she believed formed a vital link between subject and nature. In the series of paintings on architecture magazines, Levinton also rescues projects of some architects which were displaced by the history of architecture, those whose work did not go further than a sketch or whose incredible inventions were not recognized or publicized as they were women. Honoured here are Charlotte Perriand, Eileen Gray, Lilly Reich and Lina Bo Bardi to name a few. Levinton takes apart, selects and intervenes in the pages of different magazines dating back to the 70s in Argentina, a time when these publications were a fundamental channel for information. The protagonist of one of the pieces in this archive is a drawing based on the design of transformable furniture which Bo Bardi conceived in 1957 for a competition in Cantu, Italy. Art is unlikely to change reality but it does have the power to make certain problems visible as well as the capacity to provide clues on how to look at and live in the world in a different way. This is how Luciana Levinton joins the critical revisionist current which in Argentina brings forward women artists, theorists and historians through which the work and figures of women are recovered; in the past as women they did not have their rightful place. In the same way that the original forms of architecture disappear in her painting, in these latest works Levinton attempts to bring back the body and presence of the works of these wonderful creators. Lara Marmor Buenos Aires, March 2019

After architecture - Depois da arquitetura

Luciana Levinton Depois da arquitetura Galeria Arte Aplicada A artista argentina Luciana Levinton (Buenos Aires, 1977) considera a arquitetura como objeto de suas pinturas. Plantas e cortes de edifícios de várias épocas e lugares se fundem em paisagens que distorcem e às vezes devoram as linhas do desenho. A pintora absorve os elementos da arquitetura deixando de lado a racionalidade das construções para gerar uma imagem onde a referência se transforma em pista ou ocupa a superfície como pegada, inclusive muitas vezes se faz fumaça. Em um movimento de retroalimentação, Levinton explora a relação entre a linguagem pictórica e o arquitetônico. Ao olhar um edifício, traz um processo de desconexão das formas, na sua cabeça tudo se sintetiza e se traduz em formas e cores de uma imagem abstrata. Desarticula um objeto para criar imagens onde o denominador comum é a ausência de pessoas e esta eleição retorna às paisagens ainda mais enigmáticas. Sem contemplar a localização dos edifícios ou a identidade dos arquitetos, Levinton ao longo de sua carreira, desconstruiu desde edificações coloniais, construções modernistas até objetos da arquitetura contemporânea como o Guggenheim museu em Nova York, localizações laicas e obras religiosas, estações de trânsito ou edifícios científicos como o Planetário Galileo Galilei inaugurado quatro dias antes da noite de natal em 1966 no bairro de Palermo na cidade de Buenos Aires. Quando a artista começa uma nova série, o foco de atenção está colocado em um estilo arquitetônico determinado, em uma época ou na arquitetura de um lugar, por exemplo em 2010 a cinquenta anos do aniversário da fundação de Brasília, fascinada com o planourbanístico da cidade e a utopia que motivou sua construção, realizou uma exposição onde o Congresso Nacional e outros edifícios do lugar apareciam em suas pinturas. O vínculo com a arquitetura e seus criadores e criadoras brasileiras não é recente, no processo de produção da artista se misturam a proximidade afetiva (parte da sua família vive no Brasil) e a atração que sente por projetos modernistas e magníficas vistas desde uma Buenos Aires cujo desenho conserva os rasgos da influência da arquitetura clássica francesa dos princípios do século XX. As pinturas que hoje expõe Levinton foram realizadas a partir de uma investigação sobre a obra de Lina Bo Bardi, arquiteta, desenhista, colecionadora de objetos e artista. Lina era uma acusadora da ostentação. Durante sua vida no Brasil se voltou em defesa da arquitetura pobre. Luciana Levinton retoma o espírito austero e lúdico de Bo Bardi em sutís e belas re-interpretações de algumas das obras da arquitetura italiana como a conhecida Casa de Vidro ou o Centro Cultural SESC Pompeia, localizado no terreno que foi uma velha fábrica de tambores em São Paulo. Lina entendia que as jóias eram objetos de transformação do corpo. Também nesta exposição aparecem em primeiro plano as pedras preciosas com as quais Bo Bardi se fascinou logo que chegou ao Brasil e a partir dos quais acreditava que se estabeleceria um vínculo vital entre o sujeito e a natureza. Na série de Oleos sobre páginas de revistas de arquitetura, Levinton também resgata projetos de algumas arquitetas que foram deslocados pela história da arquitetura, aqueles cujo trabalho muitas vezes não superou a instância do esboço ou cujas incríveis invenções não foram reconhecidas ou difundidas por serem mulheres. Charlotte Periand, Eileen Gray, Lilly Reich e Lina Bo Bardi são algumas das homenageadas. Levinton desarma, seleciona e intervém as páginas com um projeto específico de mulheres arquitetas em uma coleção de revistas de arquitetura editados na Argentina nos anos 70, época durante a qual estas publicações eram um canal de informação fundamental. Uma das peças deste arquivo tem como protagonista um desenho baseado no design de um mobiliário transformável que Bo Bardi idealizou em 1957 para um concurso em Cantú ? Itália. A arte dificilmente possa mudar a realidade porém tem sim o poder de tornar visíveis certos problemas e a capacidade de lançar pistas para olhar e habitar o mundo de uma maneira diferente. Desta maneira Luciana Levinton se soma à corrente revisionista e crítica que na Argentina levam adiante distintas mulheres artistas, teóricas e historiadoras a partir da qual se ocupam de resgatar o trabalho e a figura de mulheres que na história não ocuparam o lugar que deveriam ocupar pelo fato de ser mulher. Assim como em suas pinturas as formas originais da arquitetura tornam-se esfumaçadas, com estas últimas obras Luciana Levinton tem a intenção de devolver-lhe o corpo e dar-lhe presença às obras destas maravilhosas criadoras. Lara Marmor

After architecture - Depois da arquitetura

La artista argentina Luciana Levinton toma a la arquitectura como objeto de sus pinturas. Plantas y cortes de edificios de distintas épocas y lugares se funden en paisajes que distorsionan y hasta a veces devoran a las líneas del diseño. La pintora absorbe los elementos de la arquitectura dejando de lado la racionalidad de las construcciones y el referente se transforma en pista o habita la superficie como huella, inclusive muchas veces se hace humo. En un movimiento de retroalimentación, Levinton explora la relación entre el lenguaje pictórico y el arquitectónico. Luego de mirar un edificio, tras un proceso de descodificación, en su cabeza todo se sintetiza y se traduce a formas y colores de una imagen abstracta. Desarticula un objeto para crear imágenes donde el común denominador es la ausencia de personas, y esta elisión vuelve a los paisajes aún más enigmáticos. Sin contemplar el lugar de emplazamiento de los edificios o la identidad de los arquitectos, Levinton a lo largo de su carrera deconstruyó edificacionescoloniales, construcciones modernistas y piezas de la arquitectura contemporánea como el Guggenheim Museum en Nueva York, emplazamientos laicos y obras religiosas, estaciones de tránsito o edificios científicos como el Planetario Galileo Galilei, inaugurado cuatro días antes de la noche de navidad en 1966 en el barrio de Palermo de la ciudad de Buenos Aires. Cuando la artista comienza una nueva serie, el foco de atención está puesto en un estilo arquitectónico determinado, en una época o en la arquitectura de un lugar, por ejemplo en 2010 a cincuenta años del aniversario de la fundación de Brasilia, fascinada con el plan urbanístico de la ciudad y la utopía que motivó su construcción, realizó una exposición donde El Congreso Nacional y otros edificios del lugar aparecían en sus pinturas. El vínculo con la arquitectura y sus creadores y creadoras brasileños no es reciente, en el proceso de producción de la artista se mezclan la cercanía afectiva (parte de su familia vive en Brasil) y la atracción que siente por proyectos modernistas y magníficos vistos desde una Buenos Aires cuyo diseño conserva los rasgos de la influencia de la arquitectura clásica francesa de principios del siglo XX. Las pinturas que hoy expone Levinton están realizadas a partir de una investigación sobre la obra de Lina Bo Bardi arquitecta, diseñadora, coleccionista de objetos y artista. Lina era una detractora de la ostentación, durante su vida en Brasil se volvió una defensora de la arquitectura pobre. Luciana Levinton retoma el espíritu austero y lúdico de Bo Bardi en sutiles y hermosas re-interpretaciones de algunas de las obras de la arquitecta italiana como la conocidaCasa do vidrio o El Centro Cultural SESC de Pompéia, ubicado en el terreno de lo que fue una vieja fábrica tambores en San Paulo. Lina entendía que las joyas eran objetos que transformaban el cuerpo. También en esta exposición aparecen en un primer plano las piedras preciosas con las que Bo Bardi se fascinó apenas llegó a Brasil y a partir de las cuales creía que se establecía un vínculo vital entre el sujeto y la naturaleza. En la serie de pinturas sobre páginas de revistas de arquitectura, Levinton también rescata proyectos de algunas arquitectas que fueron desplazadas por la historia de la arquitectura, aquellas cuyo trabajo muchas veces no superó la instancia del boceto o cuyas increíbles invenciones no fueron reconocidas o difundidas por ser mujeres. Charlotte Perriand, Eileen Gray, Lilly Reich y Lina Bo Bardi son algunas de las homenajeadas. Levinton desarma, selecciona e interviene las páginas de diferentes números editados en Argentina en los años 70, época durante la cual estas publicaciones eran un canal de información fundamental. Una de las piezas de este archivo tiene como protagonista un dibujo basado en el diseño de mobiliario transformable que Bo Bardi ideó en 1957 para un concurso en Cantú, Italia. El arte difícilmente pueda cambiar la realidad pero sí tiene el poder de hacer visibles ciertos problemas y la capacidad de arrojar pistas para mirar y habitar el mundo de una manera diferente. De esta manera Luciana Levinton se suma a la corriente revisionista y crítica que en Argentina llevan adelante distintas mujeres artistas, teóricas e historiadoras a partir de cual se ocupan de rescatar el trabajo y la figura de mujeres que en la historia no tuvieron el lugar que debían ocupar por el hecho de ser mujer. Así como en sus pinturas las formas originales de la arquitectura se hacen humo, con estas últimas obras Levinton tiene la intención de devolverle el cuerpo y darle presencia a las obras de estas maravillosas creadoras. Lara Marmor. Buenos Aires, Marzo de 2019. Lara Marmor es curadora independiente. Se formó como historiadora del arte en la Universidad de Buenos Aires, realizó un Programa de Cultura Brasileña (Funceb-Universidad de an Andrés). Es docente en Universidad Di Tella y en Universidad Nacional de las Artes en Buenos Aires, Argentina.